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Saturday, October 21, 2006

Ética Jornalística

Se tivéssemos uma lista de certo e errado orientando sobre o que fazer e o que não fazer seria uma tranqüilidade, mas devemos refletir sobre nossas ações. A ética jornalística não é como os costumes que são passados de geração para geração e nem sempre são questionados. Nem como a moral, afirmando que umas condutas são boas e outras más.
Hoje, a dificuldade da ética jornalística enfrenta dois cenários: exercer seu papel fundamental que é defender a sociedade ou exercer determinados padrões exigidos pelas empresas jornalísticas que precisam de dinheiro, sustentação e poder. O conflito ético é um conflito de valores. Cada um escolhe livremente e ao escolher cria o seu valor. Nessa escolha reside a credibilidade e o equilíbrio da empresa e do jornalista.
A empresa sofre concorrência, tem necessidade de vender o produto, mas a verdade é que esse mercado deveria ser conseqüência e não a causa de ser empresa. O jornalismo imparcial cedeu lugar a interesses diversos, às vezes não respeita a inteligência e a liberdade do cidadão.
O cidadão tem direito à informação e ela não pode ser reduzida a um produto. Infelizmente, direitos só na teoria. A concentração de veículos faz com que exista uma uniformização de idéias, de discursos. Muitas vezes a imprensa só divulga um lado da questão e poda a informação.
O cidadão tem direito à interpretação, ao conhecimento e à reflexão. Deveriam existir mecanismos de controle legal sobre os conteúdos emitidos para a sociedade para fazer cumprir a sua função social antes de ser um negócio. Mas nem sempre o que está escrito nas matérias tem efeito sobre a sociedade. O cidadão hoje questiona, quer resultados, mostra a sua força e tenta sair dessa dominação.
Na ética jornalística é difícil entender o certo e o errado, vai depender da postura e atitude de cada um e tudo isso relacionado aos valores do jornalista e também da empresa. Jornalismo é conflito. Conflito para escolher, para decidir, para aceitar ou para contestar.

Friday, March 17, 2006

Ônibus 174



O jornalismo está o tempo todo desenhando o espaço social, hierarquizando-o. Ele atribui valores, cria sentidos e discursos sobre discursos. É coadjuvante na construção da realidade. No documentário “Ônibus 174”, o fato é narrado a partir das fontes que apresentam um discurso sobre o real (emissoras de televisão). A cobertura da época não informou o telespectador com profundidade. As imagens mostraram somente o que acontecia no momento: Sandro, o bandido, o marginal que fazia várias pessoas reféns dentro de um ônibus. Para Mayra Rodrigues Gomes, o jornalismo tem o papel de observador e deve denunciar os deslizes do Estado. Sempre vigiando o exercício do poder. É a partir desse papel que o documentário “Ônibus 174” assume posição de vigilância com apuração e denúncia.
No filme, o diretor José Padilha realiza um trabalho para revelar que, as primeiras imagens que foram mostradas, eram apenas uma parte do caso, um fragmento. Ele reconta e constrói a história, mostra a outra face, o outro lado da questão, dá um sentido. O “efeito real” é construído desde a infância de Sandro. O diretor aponta índices que formam o caráter e a identidade do seqüestrador. Mostra documentos, fotografias e imagens. Usa depoimentos de familiares, autoridades, amigos, vítimas, bandidos, policiais e envolvidos no caso para formar a personalidade de Sandro. Conclui que o episódio está ligado às raízes sociais e econômicas do país e denuncia a nossa responsabilidade pelo ocorrido.
Garoto pobre, menino de rua e sobrevivente de grandes tragédias. O caminho dele foi marcado por traumas: morte da mãe, chacina nas ruas. Foi excluído pela maioria e apoiado por poucos. Invisível e vítima de preconceitos e do abandono. Cadeias superlotadas, repressão policial, descaso e despreparo das autoridades, além da falta de esperança, elementos que, segundo o documentário provocaram o final trágico do dia 12 de junho de 2000.
José Padilha mostra a diferença entre viver e sobreviver. A desigualdade social, as mansões e os barracos e o chão gelado das marquises. Desenha o espaço social ordenando, colocando valores e escolhendo o que será priorizado. Começa a contar pelo que mais chama a atenção: o seqüestro do ônibus. Ao longo do filme entra nos detalhes com explicações sobre os envolvidos, voltando sempre ao foco principal. Dessa forma constrói o documentário. Coloca em questão o Estado que não conseguiu estabelecer a ordem, a organização e responsabilidade dele no caso.
Assim, o jornalismo está sempre construindo discursos sobre discursos, textos sobre textos para promover o efeito de realidade. As matérias jornalísticas estão sempre usando recursos como entrevistas, citações, imagens e fotografias. Tudo para remeter ao real. Esses elementos fazem a construção da verossimilhança e da credibilidade.

Saturday, March 11, 2006

China - ZEEs


O mundo passa por uma acelerada transição. As áreas de concentração industrial não se restringem mais aos países desenvolvidos do Hemisfério Norte. Fora das regiões tradicionalmente industrializadas da Europa, América do Norte e Japão surgiram várias outras: Brasil, África do Sul, México, Ásia e os Tigres Asiáticos.
A Nova Ordem Mundial não é mais estável ou segura. Países socialistas, como a China, por exemplo, têm cedido espaço à abertura de mercado e atraído capitais estrangeiros.
O objetivo do presente trabalho é fazer um estudo dessas mudanças ocorridas na economia chinesa e analisar as condições adotadas por esse país em busca de novos investimentos e disputa pelos mercados mundiais.
A necessidade de reformar a economia chinesa e alterar as condições sociais no país fez com que a China se estruturasse na esfera econômica. Desde o final dos anos 70, a China adota uma crescente liberalização da economia, concentrada em Zonas Econômicas Especiais (ZEEs). Esta abertura progressiva, no entanto, foi cautelosa. As autoridades escolheram a região sul do país, deixando o “coração” da China, o norte e o centro isolados das influências ou “contágios” que se viessem verificar. As ZEEs foram criadas para acabar com a estagnação econômica que atingia os países socialistas e os afastavam do nível de desenvolvimento do capitalismo. São espaços territoriais onde foram concedidas condições especiais para a fixação de capitais estrangeiros e também algumas liberalizações do mercado, semelhantes às existentes nos países ocidentais Com o objetivo de atrair capital externo, expandir as exportações, receber novas tecnologias e absorver métodos ocidentais de administração, essa iniciativa contribuiu para alavancar o desenvolvimento econômico e tecnológico, além de fortalecer a inserção do país no cenário internacional.
Essas ZEEs localizam-se em áreas litorâneas, estabelecendo-se medidas semelhantes às adotadas nos Tigres Asiáticos: baixos impostos, isenção total para a implantação de máquinas e equipamentos industriais e facilidades para a remessa de lucros ao exterior. Além disso, as empresas que nelas se instalam podem estabelecer os seus próprios planos de desenvolvimento, desde que consigam encontrar fundos para tal e contam com a mão-de-obra mais barata do mundo, o que torna os preços dos produtos imbatíveis no mercado internacional. As conseqüências dessas medidas foram altas taxas de crescimento e invasão de mercadorias chinesas por todo o mundo, aumentando a demanda por produtos “Made in China”.
Em 2001 a China foi admitida na Organização Mundial do Comércio e passou a abrir seu mercado às importações e a permitir investimentos estrangeiros nos setores de telecomunicações e bancos. Hoje é o quarto PIB do mundo (9,9% em 2005), atrás apenas dos Estados Unidos, Japão e Alemanha.
Os Tigres Asiáticos formam um importante pólo econômico no extremo oriente da Ásia com suas Zonas de Processamento de Exportação (ZEPs). A Coréia do Sul possui empresas conhecidas mundialmente, como a Sansung. Hong Kong está entre os maiores centros financeiros internacionais. Taiwan, com a forte penetração de seus produtos tem uma das maiores reservas cambiais do mundo. Cingapura atingiu altos níveis de exportação nos últimos anos.
No Brasil, se discute a implantação das ZPEs há mais de 25 anos. Criadas em diferentes estados, poucas têm infra-estrutura para funcionar. A China exporta hoje 300 bilhões de dólares enquanto que as exportações brasileiras atingem a marca de 60 bilhões de dólares.
Conclusão

As ZEEs fizeram aparecer os primeiros traços capitalistas na China comunista. Uma China já em fase de transição para o que oficialmente se designava por “uma economia socialista de mercado”.
Atualmente a China é considerada pelos EUA um país “comercialmente privilegiado”, o que amplia as cotas de exportação de produtos chineses para os mercados norte-americanos. A atual importância da economia chinesa e a posição de destaque que deverá assumir no mercado internacional nas próximas décadas atraem para si a atenção e o interesse das demais nações, seja em função das oportunidades ou das ameaças que ela representa.
Entretanto, o desenvolvimento da economia chinesa encontra pela frente uma série de obstáculos. Embora existam mais de 400 milhões de pessoas na costa do Pacífico, o consumidor chinês é uma minoria privilegiada. As ZEEs, acabaram contribuindo para o agravamento das desigualdades regionais (concentração de renda, desemprego, corrupção, êxodo rural etc) e para um processo de abandono significativo das zonas rurais do interior. Em contrapartida, a taxa de analfabetismo caiu de 30% para 10% nos últimos 18 anos. A China é o país que mais envia alunos para estudar nos EUA.
O principal problema do modelo chinês é o fato de a abertura econômica não ter sido acompanhada pela abertura política. A liberdade de mercado não foi estendida às outras instâncias da vida social. Ainda é vedada à sociedade chinesa a liberdade cultural, de organização sindical e partidária, de expressão e comunicação. Essas mudanças poderão ocorrer futuramente com a melhoria de renda e educação da população.

Praça da Liberdade



O mais tradicional centro político de Minas Gerais passa agora a se chamar Circuito Cultural Praça da Liberdade. Todos os prédios das Secretarias Estaduais localizados na praça foram transformados em Centros Culturais e Turísticos. A Secretaria de Defesa Social tem espaços para exposições, cinema, vídeo, música, dança e teatro, além de auditórios e salas para debates e atividades educacionais. A Secretaria da Fazenda é a sede da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, com a criação de uma sala de concertos com capacidade para 600 pessoas. A Secretaria de Educação continuará como sede do Centro de Referência do Professor com atividades ligadas à educação e à cultura e finalmente a Secretaria de Transportes e Obras Públicas que abrigam um Centro de Mineralogia, Espaço Giramundo do Teatro de Bonecos, Oficina Escola do Livro e outros. Fazem parte também do Circuito Cultural o Museu Mineiro, o Arquivo Público Municipal e a Biblioteca Pública, que mantém os seus projetos em funcionamento.
A Praça da Liberdade deixa de ser a praça do Poder e se torna Praça das Manifestações Culturais. Para R icardo Figueiredo, professor de História, o circuito cultural da Praça da Liberdade é um projeto positivo, mas não é um espaço de aglomeração das classes mais populares. Essas pessoas continuam se sentindo deslocadas pelo que a Praça representa. “A cidade tem muros invisíveis, e a Praça da Liberdade é um deles”, reforça. A estudante Silvia Kelly de Brito sempre que pode vai até a praça. Para ela é um lugar de tranqüilidade onde estuda e descansa a mente das coisas do cotidiano.
A construção do Conjunto Arquitetônico e Paisagístico da Praça da Liberdade foi iniciada na época da fundação da nova capital (1895-1897). Feita para abrigar a sede do poder, as primeiras Secretarias de Estado, obedeciam à tendência da época - estilo eclético com elementos neoclássicos. Ao longo dos anos, o núcleo foi recebendo construções de diversos estilos arquitetônicos. Na década de 40, o estilo Art Decô com revestimento em pó de pedra do Palácio Cristo Rei, nas décadas de 50 e 60, prédios modernos foram incorporados ao conjunto, como o Edifício Niemeyer e a Biblioteca Pública; e nos anos 80, em estilo pós-moderno, foi inaugurado o prédio conhecido como “Rainha da Sucata”, onde hoje funciona o Memorial Mineração. A praça conta ainda com o coreto e a fonte luminosa.
O Palácio da Liberdade foi inaugurado em 1898. A construção reflete a influência do estilo francês na arquitetura da capital, com requintes de acabamento. A escadaria de ferro e estruturas metálicas foram importadas da Bélgica. Destacam-se os jardins em estilo rosal, o salão de banquete a Luís XV, as pinturas do salão nobre e o grande painel de Antônio Parreira. Propõe também um forte diálogo com elementos históricos presentes nas colunas imitando as gregas, nas guirlandas e nos medalhões. Existe uma preocupação com a simetria, as linhas se repetem conduzindo o nosso olhar e dando ritmo aos traçados. As ordens são caracterizadas por estrias verticais que servem de apoio aos blocos horizontais. Há um trabalho com a geometria, onde as janelas estão todas na mesma proporção, com detalhamentos da influência barroca. Também existem arcos, volumes, e um rosto desenhando uma figura feminina com os cabelos bem detalhados. As cores dos edifícios são mais sóbrias como o verde-claro, o branco e o bege.O conjunto da Praça da Liberdade, previsto inicialmente para receber apenas o Palácio do Governo, passou a concentrar os prédios das Secretarias de Estado,
transformando-se ao mesmo tempo em centro do Poder Estadual e referência da identidade.

Monday, February 13, 2006

Narcoditadura


Narcoditadura – A Guerra Urbana




O Brasil mudou. Saiu da ditadura para a democracia. Modernizou sua indústria. Melhorou a economia. O Estado assumiu papéis para dar educação, saúde, emprego e segurança para os cidadãos. Mas a situação do país reflete a marginalidade e a exclusão social com a qual convivemos, seja através da mídia ou no cotidiano dos morros. Segundo Percival de Souza, a sociedade organizada mostrou repulsa pela ditadura militar, mas tolera, explica e até justifica a ditadura do tráfico. A narcoditadura mata, tortura, seqüestra. É explícita. Usa armas e cocaína comprada nas fronteiras. Nos últimos cinco anos, o consumo de drogas aumentou no Brasil. Dados do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebride), mostram que os estudantes de ensino médio e fundamental passaram a consumir seis vezes ou mais: anfetaminas (150% a mais), maconha (325%), cocaína (700%).
As raízes do crime organizado no Brasil estão em políticas de governos passados que não imaginaram que grupos criminosos pequenos poderiam desenvolver e se tornar importantes. A criminalidade foi dominada por um lucrativo mercado de cocaína que para os carentes parece ser a única opção de sobrevivência. Um trabalho ilegal e de alto risco, onde o dinheiro vem rápido. Mas não é a pobreza que gera a violência do tráfico. Este se beneficia de um ambiente em que a população foi esquecida pelo governo e pela sociedade. Lá, os serviços públicos são precários, o acesso à justiça é difícil e quem deveria proteger age muitas vezes como aqueles a quem deveria combater. De acordo com Guaracy Mingardi, um dos diretores do Instituto Latino-Americano das Nações Unidas para a Prevenção do Delito e Tratamento do Delinqüente (Ilard), “o tráfico para ser violento depende da desorganização e da ausência do Estado”.
Facções como o Comando Vermelho, o Terceiro Comando e Amigos dos Amigos, são grupos que criaram um poder paralelo em um determinado território para proteger seu “negócio”. O traficante carioca Fernandinho Beira-Mar fez parte do grupo chamado Cartel Brasil. Foi o principal abastecedor de cocaína para o Rio de Janeiro e São Paulo e se tornou um dos principais fornecedores das Forças Armadas Revolucionárias Colombianas (FARC). O traficante Erismar Rodrigues Moreira, o Bem-Te-Vi, morreu baleado em um conflito com policiais no dia 29 de outubro de 2005. Ele comandava a venda de drogas na favela da Rocinha, depois da morte do traficante Lulu e da prisão do seu rival, Dudu.
O traficante Elias Pereira da Silva, o Elias Maluco é considerado o mais cruel dos traficantes. É o principal líder do Comando Vermelho. Em 1993, ele humilhou e executou quatro policiais do 9° Batalhão de Polícia Militar. Foi condenado a 28 anos de prisão pelo assassinato do jornalista Tim Lopes. O jornalista foi “julgado” por traficantes por ter invadido a área deles sem permissão. Foi morto em junho de 2002, quando fazia uma reportagem sobre a exploração sexual de menores em um baile promovido por traficantes na Vila Cruzeiro, no Conjunto de Favelas do Alemão. Segundo Percival de Souza, “os traficantes transpiravam ódio, furiosos com a matéria (Feira das Drogas) que ele havia produzido para a TV Globo, mostrando os traficantes vendendo maconha e cocaína como se estivessem anunciando a venda de verduras e frutas numa feira livre”, explica.
O inquérito sobre a morte de Tim Lopes ficou com 655 páginas. Foi dividido em três volumes, onde apareciam nove indiciados (sete presos, dois mortos). Foram tomadas 32 declarações, elaborados 13 laudos periciais, providenciados 17 autos de reconhecimento e 27 autos de apreensão de objetos. Foram redigidos nove relatórios de investigação e recebidas 20 informações anônimas sobre os autores do crime. Os outros seis traficantes acusados foram condenados a 23 anos e seis meses de prisão. O último dos réus foi Ângelo Ferreira da Silva que foi julgado por homicídio triplamente qualificado, formação de quadrilha e ocultação de cadáver. Ângelo foi condenado a nove anos de prisão.
No Rio de Janeiro, há duas mortes de jornalistas sendo investigadas. O caso Mário Coelho Filho, do jornal A Verdade, assassinado em agosto de 2001 na Baixada Fluminense e o caso de Reinaldo Coutinho da Silva, do Cachoeiras Jornal, morto em agosto de 1995. Para Percival Souza, “a narcoditadura impõe explicitamente o seu estilo, não se preocupa com as repercussões, e abertura não é palavra que conste em seu dicionário político. O objetivo é um só: dinheiro e poder”, ressalta.
De acordo com o relatório do Escritório contra Drogas e Crime das Nações Unidas, o mercado de drogas movimentou cerca de 322 bilhões de dólares em 2004. Parte desse dinheiro sofre lavagem e entra no sistema financeiro. Esse dinheiro vira investimentos legais e realimenta o tráfico, que continua ativo e forte. Leonardo de Mendonça, líder do narcotráfico, investiu em fazendas de gado. Outro traficante, como Naldinho Santos, escolheu lojas de veículos, caso que envolveu Edinho, filho de Pelé.
O Brasil mudou. Mudou para a democracia. Mas quem faz a democracia somos nós, exigindo que o Estado cumpra com seus deveres, se faça presente com mudanças estruturais. Garanta dignidade e opções de vida para os que saem em busca de um lugar no mundo.
(foto - blogs.periodistadigital.com

Inclusão Digital


Hoje, a maioria das pessoas tem pouco ou nenhum acesso à mídia digital e por isso recebem informações de um modo bem restrito. No Brasil, a inclusão digital está crescendo. Em 2001, havia 17,6 milhões de usuários de computador e em 2005 31,9 milhóes, segundo o IBGE. A porcentagem de casas com acesso à internet aumentou de 8,6% para 13%. Mesmo assim, há muito o que fazer. A inclusão digital significa levar à população os meios necessários para aprendizado e conhecimento.Ter acesso à digitalização resulta na inserção social e conseqüentemente engloba grande número de pessoas, trocando idéias e informações. O grande obstáculo é a falta de estrutura adequada. Incluir digitalmente, não é apenas colocar computadores. Faltam professores qualificados e equipamentos funcionando.
Os países em desenvolvimento como o Brasil, estão perdendo informações. O governo precisa apoiar e dar suporte financeiro à empresas que querem desenvolver a tecnologia avançando no processo de digitalização. É preciso repassar essa tecnologia a outras instituições, que aumentarão o processo digital, fazendo com que mais pessoas participem dessa conexão. Cada informação recebida ou transmitida, implicaria na educação do cidadão e provavelmente a desigualdade social seria amenizada, pois abriria um grande leque de opções pra melhorar os baixos ìndices sociais.
(foto - arruda.rits.org.br)